sábado, 3 de abril de 2010

Fila de banco, Banco do Brasil.

É de chorar. Só em pensar que no outro dia terá de se enfrentar uma fila de banco, o ser humano dorme é mal e já acorda azedo. Porque a fila, pelo próprio princípio de ser fila, não é nada prazeroso – quer prazer maior do que ouvir o seu nome ser chamado ou o número da sua senha piscando e piscando, anunciando o fim da sua agonia?

Pois bem. A fila do banco, além de deixar o sujeito, no mínimo, mais pobre, só pode significar uma coisa: bucha. Ou você se esqueceu de pagar uma conta (sabe como é, tava sem tempo) e agora tem que ir lá pessoalmente, ou não conseguiu resolver o problema pela Internet, ou precisa receber a pensão e acaba descobrindo que está devendo mais de R$ 500,00, ou passou num concurso público para a prefeitura do município e precisa abrir uma conta.

Ou, no auge da imaturidade dos seus 22 anos, casou-se com uma coisinha (xápralá), se separou (viva!), não conseguiu abrir a conta-poupança com o seu nome de solteira (afinal, ainda estava casada) e vai tentar reparar isso com o gerente do banco porque, agora sim, a papelada está sacramentada e ninguém merece carregar o nome de um encosto na carteira. Tudo bem: o verdadeiro motivo foi não submeter o, agora sim, amado à situação (vai que ele, assim, sem mais, dá de cara com o cartão e ta lá a impressão MILENA M. A. NONONO?).

Pois bem de novo. Hora do almoço, ficha número 57. F..., pensei. Passa pelo detector, sobe escada, senta e espera. O Dudu veio logo rindo pro meu lado, brincando de se esconder e depois correndo pela agência. Ele era o único que não estava irritado. Pudera, o garoto, filho de uma boliviana, deveria ter, no máximo, dois anos. A mãe dele já não estava tão feliz assim. Foram embora. Voltaram meia hora depois. Ainda não haviam chamado o número deles.

Um moço careca me deu uma ficha de número mais baixo, 52. Bendito seja ele.

Os ânimos se exaltaram e, os mais inquietos, se levantaram para protestar com a gerência (mas cadê os gerentes?).

A senhorinha de camisa regata e calça comprida não aguentava mais esperar: “Eu estou com tanta raiva, mas tanta que até esqueci o que eu queria falar com o gerente! Até já esqueci o que eu queria dizer. Ô, meu Deus e o frio que está aqui? Eu estou morrendo de frio! Você chegou faz muito tempo, moça? Chegou antes de mim? Ah, mas eu estou é com muita raiva”. Não, ela não teve atendimento preferencial.

Saí de lá cansada, mas triunfante. Meu atendimento não demorou mais do que 15 minutos (também, depois de duas horas de espera que bem serão descontadas do meu banco de horas, era o mínimo, hein?).

O cartão demora 10 dias úteis para chegar e há de me custar R$ 9,00, debitados diretinho da conta. O nome? MILENA MÉLO ALMEIDA. Soa bonito, não é?

5 comentários:

ailton disse...

não dava pra fazer isso por telefone?

Jr disse...

Vamos ver o lado bom: seu nome ficou bonito e decente.

εïз mi disse...

nem dava, ó!
precisei levar certidão averbada e tudo mais.

sabem o pior? acho que o sistema não compreendeu que o meu nome mudou.

até agora, nada de cartão e nada de mudança no terminal. saco, que saco!

Andréa Silveira disse...

Jordana, minha amiga, q te conhece me passou o blog e adorei! Já estou seguindo! Qdo puder visita: http://meuprojetopiloto.blogspot.com Será mto bem-vinda, bjs!

Anônimo disse...

Belissimo nome, digno da sua dona...
afinal....... o outro não era seu,tanto não era que estava lá no final,graças a Deus,pq cá pra nós: não combinava com o original.
bjs
Tia Kaká